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Gastronomia Sete Lagoas

Mais que hábito: o café é parte da alma mineira

Se tem uma coisa que define o dia a dia em Minas Gerais, é o café. Não importa a hora, o lugar ou o clima, o mineiro sempre encontra um motivo para um “cafezinho”.

Entre datas oficiais e celebrações ao longo do ano como: o Dia Nacional do Café e o Dia Internacional do Café, não faltam motivos para homenagear essa bebida tão presente no cotidiano. Mas, para o mineiro, a verdade é simples: não é preciso calendário. Todo dia é dia, toda hora é hora de passar um café fresquinho e compartilhar um momento, seja na pressa da rotina ou na calma de uma boa prosa.

Seja no bar da esquina, na lanchonete do bairro, no intervalo do trabalho ou no conforto de casa, o café está sempre presente. Em dias frios, ele aquece. No calor, surpreendentemente, também tem seu espaço. Mais do que uma bebida, é um convite: para conversar, pausar, receber alguém ou simplesmente acompanhar o silêncio.

O preparo também faz parte do ritual. Tem quem prefira o tradicional coador de pano, que carrega memórias afetivas e um sabor mais encorpado. Outros apostam no filtro de papel, prático e rápido para o dia a dia. A intensidade varia: café forte, médio, mais suave cada um com seu jeito, cada casa com seu gosto.

E não importa se o café é moído na hora, com aquele aroma que invade o ambiente, ou se vem do pacotinho do mercado. O importante é o momento que ele representa.

Em Sete Lagoas, esse costume ganha ainda mais charme nas cafeterias locais. No coração do centro da cidade, ao lado do Teatro Redenção e do Mercadão, o Quitandas Daqui é um exemplo perfeito disso.

Com um ambiente gostoso e nostálgico, o espaço vai muito além do café. Ali, o visitante encontra prosa boa, pastel de angu, bolo fofinho e outros quitutes típicos da região. É um verdadeiro convite para desacelerar e aproveitar o momento.

A proposta do lugar é justamente resgatar essa conexão afetiva que o café carrega. Sócia do Quitandas Daqui, Vanessa Coutinho explica que tudo foi pensado para despertar memórias e sensações:

“Realmente, isso retrata a mineiridade do nosso cafezinho. Aqui, nosso conceito é exatamente este: queremos mexer com a lembrança afetiva dos nossos clientes, através de experiências olfativas e gustativas.”

Segundo ela, o cuidado com o preparo e a origem dos produtos é essencial para manter essa identidade viva.

“Nossos bolos são feitos por quitandeiras, com receitas caseiras tradicionais, assim como nossos biscoitos e doces. Procuramos trazer o melhor da região para um ambiente simples e acolhedor.”

Através de oficinas para crianças, tentamos também perpetuar as tradições das quitandas mineiras, ensinando-as o gosto pela culinária.

E, como não poderia ser diferente, o café ocupa o papel principal dessa experiência:

“O café coado à mesa, em coador de pano, é sempre o ator principal da cena.”

O cheirinho e o sabor do cafezinho marcam a receptividade do lugar, reforçando aquilo que o mineiro já sabe bem: café não é só bebida, é acolhimento.

O jeito mineiro de apreciar café é uma maravilha. Mais do que um costume, faz parte da nossa essência. Está no cuidado do preparo, na generosidade de quem serve e na simplicidade dos momentos compartilhados.

Em cada xícara, existe mais do que sabor existe memória, acolhimento e identidade. Porque, em Minas, o café não é só apreciado. Ele é vivido.

Em Minas, a gente brinda é com café!

Instagram: @quitandasdaqui

14 de abril de 2026

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