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Saúde Mental Sete Lagoas

Avaliação Neuropsicológica ao longo da vida: diferentes fases, diferentes olhares

A Avaliação Neuropsicológica não é um processo padronizado para todas as idades.

Cada fase da vida traz demandas específicas, formas próprias de funcionamento cognitivo e necessidades diferentes de escuta e compreensão. 

A importância da avaliação Neuropsicológica ao Longo do Ciclo da Vida

Durante a infância e a adolescência, estamos diante de um período de desenvolvimento e aquisição de habilidades cognitivas, emocionais e comportamentais. Já na vida adulta, essas habilidades precisam ser utilizadas com eficiência para lidar com as exigências do cotidiano. Na velhice, o olhar da avaliação se volta para as mudanças naturais do funcionamento cognitivo, buscando diferenciar o que faz parte do envelhecimento saudável daquilo que merece maior atenção. 

Infância e Adolescência: Desenvolvimento e Construção de Habilidades

Na avaliação com crianças, o primeiro passo é a construção de um vínculo afetivo. Antes de qualquer instrumento, é preciso que a criança se sinta segura, acolhida e à vontade. Esse vínculo permite que ela se expresse de forma mais espontânea, tornando o processo mais fidedigno e respeitoso ao seu ritmo. 

Com os adolescentes, o desafio é diferente. Nessa fase, é fundamental estabelecer uma relação baseada em credibilidade e confiança. O adolescente precisa compreender o propósito da avaliação e sentir que está sendo respeitado em sua individualidade. Quando isso acontece, o engajamento no processo se torna mais autêntico e colaborativo. 

Leia também: Avaliação Neuropsicológica: um caminho de escuta, investigação e compreensão

Vida Adulta: Desempenho, Eficiência e Demandas Cotidianas

Na vida adulta, a avaliação costuma ser mais objetiva. Os adultos geralmente chegam com demandas bem definidas e uma rotina intensa, o que exige um processo organizado, ágil e direcionado. Ainda assim, a escuta qualificada permanece essencial para compreender como as dificuldades impactam o desempenho profissional, as relações e a qualidade de vida. 

Idosos: Escuta Ativa e Respeito à História de Vida

Já na avaliação de idosos, a escuta assume um papel ainda mais central. Muitos chegam com a necessidade de falar, contar histórias, compartilhar vivências e preocupações. O diálogo, nesse contexto, não é apenas um recurso, mas parte integrante do processo avaliativo. A investigação busca compreender as transformações cognitivas ao longo do tempo, respeitando a história, a autonomia e a singularidade de cada pessoa. 

Sensibilidade e Adaptação na Prática Clínica

Avaliar ao longo dos ciclos da vida exige sensibilidade, flexibilidade e adaptação do olhar clínico. A Avaliação Neuropsicológica, quando realizada dessa forma, torna-se um instrumento valioso para compreender o momento atual do indivíduo e orientar caminhos que promovam funcionalidade, autonomia e bem-estar em qualquer fase da vida. 

Cada fase da vida traz mudanças naturais, mas também pode apresentar sinais que merecem atenção e é sobre esses transtornos mais comuns e seus alertas que falaremos no próximo encontro. 

 Por Rosilene Assis

 

Conheça a trajetória da Neuropsicóloga Rosilene Assis – Leia aqui! 

 

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Rosilene Assis – Especialista em Neuropsicologia 

Interface – Núcleo Neuropsicológico e Multiprofissional

Rua Padre Henrique, 128 – Centro

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