Celebrar com um familiar com demência é possível e pode ser muito significativo, desde que o ambiente e as interações sejam adaptadas às suas necessidades.
- Planeje um ambiente calmo e familiar:
Evite músicas altas, luzes piscando ou muitos estímulos visuais. Um ambiente mais tranquilo e previsível proporciona segurança.
- Preserve a rotina:
Sempre que possível, mantenha os horários habituais de refeições, medicação e descanso. Mudanças podem gerar confusão e agitação.
- Simplifique as interações:
Apresente os convidados com calma, mesmo que a pessoa já os conheça. Dê tempo para ela se localizar e interagir.
- Atenção à alimentação:
Evite alimentos de difícil mastigação ou digestão. Prefira refeições leves e familiares, que tragam conforto e lembranças positivas.
- Estimule a participação com atividades simples:
Ouvir músicas antigas, olhar álbuns de fotos ou realizar tarefas leves (como arrumar guardanapos) pode proporcionar bem-estar.
- Acolha com empatia:
É comum que a pessoa repita falas, fique confusa ou se isole. Responda com paciência e carinho. O mais importante é ela sentir-se aceita.
Nunca diga a uma pessoa com demência:
- “Você já me perguntou isso.”
Repetições são comuns. Corrigir pode gerar frustração e vergonha.
- “Você não se lembra?”
Isso destaca a falha da memória e pode causar angústia.
- “Eu já te falei isso.”
Evite parecer impaciente. Repita com calma, quantas vezes for preciso.
- “Você está errado(a).”
Corrigir de forma direta pode causar conflitos. Redirecione a conversa com gentileza.
- “Não foi assim que aconteceu.”
Em vez de contrariar, entre no universo da pessoa. Valide os sentimentos, mesmo que os fatos estejam distorcidos.
- “Você já comeu / tomou remédio.”
Se houver insistência, mostre com delicadeza ou use distrações para evitar discussões.
- “Você não pode fazer isso.”
Em vez de proibir, ofereça alternativas seguras.
- Nunca pergunte “Você se lembra de mim?”
Essa pergunta pode gerar ansiedade, frustração ou constrangimento, especialmente se ela realmente não se lembrar. Em vez de testar a memória, o ideal é se apresentar com carinho e naturalidade, como por exemplo:
“Oi, sou a Maria, filha da Tânia. Que bom te ver!”
“Olá! Eu sou o João, seu sobrinho. Vim te dar um abraço.”
Assim, você evita colocar a pessoa em uma situação desconfortável e fortalece a conexão de forma respeitosa.
Dica: Substitua a correção pela empatia. A segurança emocional é tão importante quanto a física. Tratar com respeito, paciência e afeto é essencial.

Tatiane Alves Silva
Fisioterapeuta Domiciliar em Sete Lagoas
Graduada pela Faculdade Ciências Médicas De Minas Gerais
Fisioterapeuta especialista em Geriatria e Gerontologia UFMG
Fisioterapeuta domiciliar em Sete Lagoas





















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