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Dicas para receber uma pessoa com demência nas festas de fim de ano

Celebrar com um familiar com demência é possível e pode ser muito significativo, desde que o ambiente e as interações sejam adaptadas às suas necessidades. 

  1. Planeje um ambiente calmo e familiar:  

Evite músicas altas, luzes piscando ou muitos estímulos visuais. Um ambiente mais tranquilo e previsível proporciona segurança. 

  1. Preserve a rotina:  

Sempre que possível, mantenha os horários habituais de refeições, medicação e descanso. Mudanças podem gerar confusão e agitação. 

  1. Simplifique as interações:  

Apresente os convidados com calma, mesmo que a pessoa já os conheça. Dê tempo para ela se localizar e interagir. 

  1. Atenção à alimentação:  

Evite alimentos de difícil mastigação ou digestão. Prefira refeições leves e familiares, que tragam conforto e lembranças positivas. 

  1. Estimule a participação com atividades simples:  

Ouvir músicas antigas, olhar álbuns de fotos ou realizar tarefas leves (como arrumar guardanapos) pode proporcionar bem-estar. 

  1. Acolha com empatia:

 É comum que a pessoa repita falas, fique confusa ou se isole. Responda com paciência e carinho. O mais importante é ela sentir-se aceita. 

Nunca diga a uma pessoa com demência: 

  1. “Você já me perguntou isso.”  

   Repetições são comuns. Corrigir pode gerar frustração e vergonha. 

  1. “Você não se lembra?”  

    Isso destaca a falha da memória e pode causar angústia. 

  1. “Eu já te falei isso.”  

    Evite parecer impaciente. Repita com calma, quantas vezes for preciso. 

  1. “Você está errado(a).”  

   Corrigir de forma direta pode causar conflitos. Redirecione a conversa com gentileza. 

  1. “Não foi assim que aconteceu.”  

    Em vez de contrariar, entre no universo da pessoa. Valide os sentimentos, mesmo que os fatos estejam distorcidos. 

  1. “Você já comeu / tomou remédio.”  

    Se houver insistência, mostre com delicadeza ou use distrações para evitar discussões. 

  1. “Você não pode fazer isso.”  

    Em vez de proibir, ofereça alternativas seguras. 

  1. Nunca pergunte “Você se lembra de mim?” 

Essa pergunta pode gerar ansiedade, frustração ou constrangimento, especialmente se ela realmente não se lembrar. Em vez de testar a memória, o ideal é se apresentar com carinho e naturalidade, como por exemplo: 

 “Oi, sou a Maria, filha da Tânia. Que bom te ver!” 

 “Olá! Eu sou o João, seu sobrinho. Vim te dar um abraço.” 

Assim, você evita colocar a pessoa em uma situação desconfortável e fortalece a conexão de forma respeitosa. 

Dica: Substitua a correção pela empatia. A segurança emocional é tão importante quanto a física. Tratar com respeito, paciência e afeto é essencial. 

 

 

Tatiane Alves Silva  

Fisioterapeuta Domiciliar em Sete Lagoas

Graduada pela Faculdade Ciências Médicas De Minas Gerais
Fisioterapeuta especialista em Geriatria e Gerontologia UFMG
Fisioterapeuta domiciliar em Sete Lagoas

@tatianesilva_fisiodomiciliar

 

 

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