Startups impulsionam digitalização do setor e tornam processos mais rápidos, seguros e eficientes
Durante muito tempo, comprar ou vender um imóvel no Brasil significou enfrentar processos longos, burocráticos e repletos de documentação. A exigência de diversas certidões e etapas manuais tornava as transações demoradas e, muitas vezes, desgastantes.

Com o avanço das proptechs – (startups especializadas em tecnologia para o mercado imobiliário), esse cenário começa a mudar. Por meio de plataformas digitais e integração de dados, essas empresas vêm simplificando procedimentos, automatizando tarefas e aproximando um setor tradicional das dinâmicas da economia digital.
O Brasil, inclusive, tem se destacado no desenvolvimento dessas soluções, atraindo investidores e fomentando a inovação no segmento.
Um setor tradicional em transformação
Historicamente resistente a mudanças, o mercado imobiliário começa a acelerar sua adaptação tecnológica. Segundo Rodrigo Sobreira, CEO da DiHub, esse movimento se intensificou recentemente.
“O mercado imobiliário sempre foi muito tradicional, com participantes mais conservadores e uma adaptação mais lenta às novas tecnologias. Mas isso vem mudando muito. Hoje, vemos um movimento forte de busca por inovação. Nos congressos e convenções do mercado imobiliário, vemos um movimento muito grande dessa busca pela tecnologia. A DiHub participa dessa transformação.”, afirma.
Essa mudança de mentalidade tem sido impulsionada principalmente pela necessidade de mais agilidade nas transações e pela evolução do comportamento do consumidor, cada vez mais imediatista.
Como a tecnologia reduz a burocracia
Um dos principais gargalos do setor está na emissão de certidões obrigatórias para validar uma negociação imobiliária. Esse processo pode envolver mais de 20 documentos diferentes, entre certidões judiciais, tributárias e trabalhistas.
A proposta das proptechs é justamente eliminar essa complexidade.
“Estamos falando de um processo extremamente burocrático: são dezenas de certidões, que tem que ser emitidas para cada uma das partes da transação imobiliária. O que a gente faz é emitir todas as certidões com um clique. Em cerca de 10 minutos, entregamos tudo pronto, algo que antes levava até dois dias”, explica Sobreira.
Além da economia de tempo, a automação também reduz erros operacionais e aumenta a segurança das transações.

Agilidade como fator decisivo nas vendas
No cenário atual, rapidez deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico no mercado imobiliário.
“Hoje, qualquer processo comercial precisa ser ágil. Se você demora para responder ou resolver algo, a chance do cliente fechar com outro corretor ou imobiliária é muito grande”, destaca o CEO.
Com soluções digitais, corretores conseguem acelerar etapas e aumentar suas taxas de conversão, tornando o processo mais eficiente tanto para profissionais quanto para clientes.
O futuro: comprar imóveis como quem compra online
A tendência, segundo especialistas, é que o processo de compra e venda de imóveis se torne cada vez mais simples e digital, aproximando-se da experiência de e-commerce.
“A tendência é que comprar um imóvel seja algo tão simples quanto comprar uma geladeira na internet. Ainda há desafios por conta do alto valor envolvido, mas esse caminho já está sendo construído”, afirma Sobreira.
Apesar da digitalização, a segurança continuará sendo um fator central nas transações, o que exige soluções tecnológicas cada vez mais robustas.
O novo papel do corretor de imóveis
Com a redução das tarefas burocráticas, o papel do corretor também deve evoluir. A tendência é que ele atue de forma mais estratégica e consultiva.
“O corretor vai deixar de focar na burocracia e passar a atuar como consultor. Ele vai ajudar o cliente a entender o que realmente precisa, muitas vezes indo além do que a própria pessoa imagina”, explica.
Nesse novo cenário, habilidades como empatia, escuta ativa e compreensão do perfil do cliente se tornam diferenciais competitivos.
Desafios para expansão das proptechs no Brasil
Apesar dos avanços, ainda existem obstáculos importantes para a expansão dessas soluções, especialmente por conta da complexidade do sistema brasileiro.
“Cada estado tem órgãos diferentes, regras diferentes. Para o cliente é simples, mas por trás existe um trabalho enorme para integrar todos esses sistemas e garantir que tudo funcione perfeitamente”, afirma o CEO da DiHub.
Esse cenário exige investimento constante em tecnologia e adaptação regional.
Um mercado com grande potencial de crescimento
Mesmo com o crescimento recente, o setor imobiliário ainda oferece amplo espaço para inovação.
“É um mercado com muitos problemas para resolver e, por isso, cheio de oportunidades. Ainda não é o primeiro foco de muitos empreendedores, o que torna o setor ainda mais fértil”, avalia Sobreira.
As proptechs desempenham um papel fundamental nesse processo, sendo responsáveis por grande parte das inovações que modernizam o mercado.
Impacto na economia e nos negócios
A digitalização do setor imobiliário não impacta apenas a experiência do consumidor, mas também a economia como um todo.
“Trazer eficiência, segurança e agilidade faz o dinheiro circular mais rápido e melhora o ambiente de negócios no Brasil”, conclui.

Com Rodrigo Sobreira – CEO da DiHub

Contatos
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Site: DiHub
30 de março de 2026





















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