A energia gerada será utilizada para compensar o consumo de escolas municipais, unidades de saúde, prédios administrativos e também parte da rede de iluminação pública de Sete Lagoas
A Prefeitura de Sete Lagoas avança na ampliação do uso de energia limpa com a construção de uma usina fotovoltaica no município de Queluzito, localizado a cerca de 184 quilômetros da cidade. O projeto tem como objetivo reduzir de forma significativa os gastos da administração municipal com eletricidade, com previsão de economia superior a R$ 5 milhões por ano.

A usina funcionará no modelo de geração distribuída. Nesse sistema, a energia produzida é injetada na rede da concessionária e convertida em créditos energéticos, medidos em quilowatt-hora (kWh). Esses créditos são utilizados posteriormente para abater o consumo das unidades vinculadas à Prefeitura.
De acordo com o diretor do Departamento de Engenharia Elétrica da Prefeitura, Lucas Samuel, a economia mensal pode chegar a aproximadamente R$ 400 mil. Além da redução direta nas despesas públicas, o projeto também abre a possibilidade para estudos futuros sobre uma eventual diminuição da taxa de iluminação pública cobrada da população.
Operação prevista para 2026
As obras da usina tiveram início em novembro, após a emissão da ordem de serviço em 23 de outubro. A previsão é que a conexão completa com o sistema da concessionária seja concluída até o dia 30 de junho de 2026.
Para o prefeito Douglas Melo, o investimento representa um passo importante para modernizar a gestão pública e garantir mais eficiência no uso dos recursos municipais. “Estamos investindo em uma solução moderna, sustentável e que gera economia real para os cofres públicos. Essa redução nas despesas com energia permitirá que a Prefeitura direcione mais recursos para áreas prioritárias, como saúde, educação e infraestrutura. É uma decisão estratégica que fortalece a responsabilidade com o dinheiro público e com o futuro da cidade”, destacou o prefeito.
Instalação em outro município
A usina está sendo construída em Queluzito por razões técnicas e econômicas. Inicialmente, a Prefeitura de Sete Lagoas avaliou a possibilidade de implantar o empreendimento no próprio município, mas foram identificadas limitações na capacidade das subestações da concessionária de energia.
Outro fator determinante foi a incidência de encargos tarifários. Caso a geração fosse instalada em Sete Lagoas, o projeto estaria sujeito à cobrança do chamado “Fio B”, componente da tarifa de distribuição que reduziria a viabilidade econômica da iniciativa. Com a instalação em Queluzito, a Prefeitura conseguiu condições mais favoráveis para maximizar o retorno financeiro do investimento e garantir maior eficiência ao projeto.
A administração municipal reforça que o investimento em energia solar alia sustentabilidade ambiental à gestão eficiente dos recursos públicos, com potencial de gerar benefícios diretos para toda a população de Sete Lagoas.
Por Ascom Prefeitura Municipal de Sete Lagoas





















Comentar