Neuropsicóloga que transforma vidas por meio da educação, da ciência e da escuta humanizada, apresenta uma série de matérias exclusivas para vocês, leitores da Fanzini.
Esta série de matérias nasce do desejo de aproximar a Neuropsicologia do cotidiano das pessoas. Ao longo dos próximos meses, convido o(a) leitor(a) a conhecer, de forma simples e acessível, como essa área contribui para a compreensão da aprendizagem, do comportamento, das emoções e das diferentes fases da vida.
A proposta não é técnica, tão pouco diagnóstica… É informativa, reflexiva e humana. Cada texto foi pensado para dialogar com famílias, educadores, profissionais e com todos aqueles que, em algum momento, já se perguntaram por que aprender, sentir, se relacionar ou lembrar pode ser tão diferente de uma pessoa para outra.
Ao longo da série, abordarei o que é a Neuropsicologia, como funciona o processo de Avaliação Neuropsicológica, as particularidades de cada fase da vida, os transtornos e sinais de alerta mais comuns e, por fim, a importância de compreender e dar continuidade às orientações que surgem a partir da avaliação.
Mais do que respostas prontas, estas matérias propõem entendimento, orientação e cuidado. Que essas informações possam contribuir para escolhas mais conscientes e para uma relação mais acolhedora com a saúde cognitiva e emocional de cada um.
Conheça a trajetória da Neuropsicóloga Rosilene Assis – Leia aqui!
Neuropsicologia: quando compreender é o primeiro passo para cuidar

Olá! O meu nome é Rosilene Assis e sou Especialista em Neuropsicologia.
O meu interesse por essa área nasceu ainda na sala de aula, quando atuava como professora, tentando responder a muitos “porquês” que surgiam diariamente:
– Por que uma criança não consegue aprender a ler enquanto outras o fazem com facilidade?
– Por que algumas apresentam dificuldade apenas em matemática?
– Por que umas são tão falantes e outras tão tímidas?
– Por que algumas conseguem interagir com os colegas e outras não?
Diante de tantos questionamentos, a Psicologia começou a me oferecer respostas que iam além da ideia de que “cada pessoa é única”. Mais tarde, ao aprofundar meus estudos em Neuropsicologia, percebi que esses mesmos questionamentos também faziam parte da vida de muitas famílias.

Pais preocupados com o desempenho escolar, com comportamentos desafiadores, com dificuldades de relacionamento, com agitação excessiva ou apatia. E, quase sempre, uma pergunta silenciosa: “Como será o futuro dessa criança?”
Essas inquietações não se limitam à infância. Adolescentes, adultos e idosos também chegam à avaliação carregando angústias relacionadas à ansiedade, à depressão e aos esquecimentos que impactam a vida diária.
Não digo que a Neuropsicologia responda a todas as aflições, mas ela ajuda a nomeá-las.
E nomear não é rotular. Identificar o que está acontecendo — aquilo que se sente, se pensa ou se sofre — é um passo fundamental para compreender e cuidar. Como disse Carl Rogers: “Quanto mais aberto estou às realidades em mim e nos outros, menos me vejo procurando, a todo custo, remediar as coisas.”
A Avaliação Neuropsicológica é, portanto, um processo investigativo. Ela busca compreender como a pessoa está em relação à cognição, ao comportamento, aos sentimentos, ao humor e aos aspectos da personalidade.
Mais do que apontar dificuldades, esse processo esclarece incômodos, identifica comprometimentos e, sobretudo, revela potencialidades. A partir disso, torna-se possível organizar e direcionar intervenções que favoreçam a funcionalidade, a autonomia e a qualidade de vida.
CONTATOS

Interface – Núcleo Neuropsicológico e Multiprofissional
Rua Padre Henrique, 128 – Centro
WhatsApp: (31) 98606-0555 – Obs.: Somente mensagens de texto.





















Comentar