A renomada atriz Glória Menezes morreu nesta terça-feira (18), aos 91 anos, por causas naturais em sua residência no Rio de Janeiro. Com mais de seis décadas dedicadas à arte, a artista deixa um legado inestimável que se confunde com a própria história da televisão, do teatro e do cinema nacional.

Uma trajetória de pioneirismo e papéis marcantes
Glória Menezes estreou na TV Globo em 1967 e, desde então, tornou-se presença constante e fundamental nos lares brasileiros. Ao lado de seu parceiro de vida e de cena, Tarcísio Meira (1935–2021), protagonizou em 1968 a obra 2-5499 Ocupado, considerada a primeira telenovela diária do país, inaugurando um formato que moldaria a cultura pop brasileira.
Ao longo de sua carreira, deu vida a personagens inesquecíveis que atravessaram gerações:
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Lara / Diana / Marcia (Irmãos Coragem, 1970): Desafiou as convenções ao interpretar uma personagem com tripla personalidade, exibindo enorme versatilidade dramática.
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Roberta Leone (Guerra dos Sexos, 1983): Protagonizou cenas antológicas na comédia de Silvio de Abreu, demonstrando um timing cômico impecável.
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Laurinha Figueroa (Rainha da Sucata, 1990): Imortalizou uma das vilãs mais refinadas e marcantes da teledramaturgia nacional.
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Baronesa de Bonsucesso (Senhora do Destino, 2004): Encantou o público com a elegância e sensibilidade da personagem Laura.
Sua capacidade de transitar entre o drama denso e o humor refinado fez dela uma referência para gerações de atores e diretores.
Um dia de luto duplo para a cultura nacional
A despedida de Glória Menezes ganha um tom ainda mais solene e triste para a cultura do país: o seu falecimento ocorre no mesmo dia da morte da também gigante da atuação Laura Cardoso. A coincidência marca uma data inesquecível de luto para a dramaturgia brasileira, que perde, no mesmo dia, duas de suas maiores referências de talento, pioneirismo e paixão pela arte.





















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