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Saúde Sete Lagoas

Reabilitação após internação e UTI: a importância da reserva muscular no idoso

A internação hospitalar, especialmente quando envolve permanência em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), representa um grande impacto para o organismo do idoso. Um dos principais efeitos desse período é a perda acelerada de massa muscular, condição que pode comprometer significativamente a recuperação funcional e a qualidade de vida após a alta. 

Durante a internação, fatores como imobilidade prolongada, uso de sedativos, ventilação mecânica e o próprio estado inflamatório do corpo contribuem para a chamada fraqueza adquirida na UTI. Em poucos dias acamado, o idoso pode perder força muscular de forma expressiva, dificultando atividades simples como sentar, ficar em pé ou caminhar. 

Nesse contexto, um conceito fundamental ganha destaque: a reserva muscular. 

A reserva muscular pode ser entendida como a “quantidade de músculo e força” que o indivíduo possui antes de enfrentar uma situação de estresse, como uma doença ou internação. Idosos que já apresentam boa massa muscular e condicionamento físico tendem a ter uma recuperação mais rápida, com menos complicações e maior independência após a alta hospitalar. 

Por outro lado, aqueles com baixa reserva muscular muitas vezes já afetados por sedentarismo ou sarcopenia  apresentam maior risco de perda funcional, dependência para atividades diárias e até reinternações. 

 Leia também: Como surgiu a Fisioterapia e qual sua importância nos dias atuais

É nesse cenário que a fisioterapia desempenha um papel essencial.  

A reabilitação fisioterapêutica após a UTI tem como principais objetivos: 

  • Recuperar a força muscular
  • Melhorar a capacidade respiratória
  • Reestabelecer o equilíbrio e a coordenação
  • Promover o retorno à funcionalidade

O tratamento deve ser iniciado o mais precocemente possível, respeitando sempre as condições clínicas do paciente. Exercícios simples, como mobilizações no leito, treino de sentar e levantar, e progressão para marcha assistida, fazem grande diferença na evolução.  

Além disso, o atendimento domiciliar se destaca como uma estratégia eficaz, proporcionando um ambiente mais confortável, seguro e personalizado, favorecendo a continuidade do tratamento e a adesão do paciente. 

Outro ponto importante é a conscientização: a reabilitação não começa apenas após a alta. A prevenção é fundamental. Estimular o idoso a manter-se ativo, com exercícios regulares de fortalecimento e equilíbrio ao longo da vida, é investir diretamente em sua reserva muscular e, consequentemente, em uma melhor recuperação diante de possíveis intercorrências de saúde. 

Portanto, mais do que tratar, a fisioterapia tem um papel essencial na prevenção e na promoção de um envelhecimento mais saudável e independente. 

 

Cuidar da reserva muscular hoje é garantir mais autonomia amanhã. 

Tatiane Alves Silva – Fisioterapeuta em Gerontologia 

Atendimentos Domiciliares em Sete Lagoas  

Graduada pela Faculdade Ciências Médicas De Minas Gerais
Fisioterapeuta especialista em Geriatria e Gerontologia UFMG

Instagram: @tatianesilva_fisiodomiciliar

06 de abril de 2026

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